Quase sempre que viajamos em nossa canoa temos surpresas com as ondas do Rio Negro. Jamais imaginei que encontraria ondas tão altas em um rio. Na primeira viagem que fizemos, lembro claramente a alegria de pegar as primeiras ondas, mas logo depois o desespero. Então, depois dessa viagem só rolava apreensão em cada saída. A canoa sobe e bate na água com muita força e com isso, a água vai entrando. Isso quando a canoa não surfa em cima de uma onda… uma adrenalina a cada “banzeiro”. Medo, essa palavra resume o que eu sentia e hoje me controlo mais.
Em uma dessas turbulentas viagens, olhei para a imensidão de água que tinha ao meu redor, o pequeno barco em que eu estava e percebi o quão pequena sou diante da magnitude do Deus que sirvo. Aquela água poderia estar na palma da mão do Senhor e Ele, se quisesse, viraria a canoa com um sopro ou agitaria mais ainda o rio. E então, senti que independente do meu medo, eu precisaria e preciso confiar nEle, porque tudo está sob o controle dEle, e nada do que eu sinto pode mudar isso. Por isso, só basta entregar, confiar e esperar.
Nas minhas viagens quase sempre tenho ondas grandes, elas vem de frente, na lateral ou nas costas. Uma pessoa olhando a minha aflição a cada viagem me disse: “que mulher de pequena fé”. Talvez eu seja realmente essa mulher, e eu precise de muitas ondas para tratar a minha fé. E aí me lembro que na vida temos muitas ondas. Às vezes está tudo calmo, mas têm dias que minha vida parece um mar agitado. E assim como Deus tem me mostrado seu grande poder em meio a tantos altos e baixos da canoa, entendo que jamais os meus problemas estão fora do controle dEle.
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